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quinta-feira, 16 de junho de 2022

HISTÓRIA 91

Num momento que regresso às lides do dirigismo num Núcleo Sportinguista, recordo sempre o primeiro fundado sob a minha coordenação, em 1978 e depois seguiram-se mais uma dúzia, por locais onde se fala em língua portuguesa.

quinta-feira, 21 de abril de 2022

SÉRGIO ABRANTES MENDES

Na madrugada de 21 de Abril fui surpreendido com a noticia do falecimento de Sérgio Abrantes Mendes. Quando desaparece alguém que em vida temos sempre algum de comum e de condicionamento, fazemos sempre elogios e atos de arrependimento por tempos perdidos e não termos conversado mais vezes. Conheci de perto o Sérgio Abrantes Mendes, há trinta anos. Tivemos momentos de grande responsabilidade e acompanhei mais o seu percurso, do que inverso. Aprendi muito com ele e sempre pela sua forma livre, como desempenhou o papel de candidato eleitoral; sem conseguir fazer aquele papel porque a sua integridade nunca permitiu ser uma personalidade de plástico. Sim, houve momentos em que confiamos muito um no outro e fui leal em todos os momentos que estivemos tivemos do mesmo lado da barreira. Não, renego as nossas divergências, infelizmente, nos últimos anos e por motivos da vida de cada um não voltamos a almoçar e a vibrar. Quando se fala que os juízes não devem ser dirigentes desportivos, não era o caso do Sérgio, porque o seu sentido de justiça e a sua liberdade permitia distanciamento de pressões. Mas, a paíxão comum do Sporting fez-nos sonhar em momentos errados e alguns dos ditos amigos, afastaram-se quando os resultados não foram o que esperavam. Atravessamos situações dificeis e só me resta dizer: Sérgio até sempre!

HISTÓRIA 89

No dia em que se joga um grande clássico nacional, coincide com a partida de um grande sportinguista. Com estas imagens quero recordar tempos longínquos em que maior claque nacional, Juventude Leonina, dominava a emoção no apoio às equipas do Sporting. Hoje, convitamente, estarão no norte a transmitir essa força extra. Infelizmente, ao longo dos tempos nem sempre ocorreram coisas boas, mas no equilíbrio da balança é globalmente positivo a História da claque. Soubessem também alguns dirigentes do clube ao longo dos anos perceber o espírito JuveLeo.

segunda-feira, 4 de abril de 2022

HISTÓRIA 86

Em 2021/22 andam por aí pessoas que pensam terem descoberto a vivência na Ilha do Príncipe. Há duas décadas já por lá andamos a cooperar no que foi possível e viável. Neste caso, em concreto às portas do Sporting Clube do Príncipe na companhia de dois amigos que já partiram, Vítor Damas e Raul Bragança Neto

domingo, 12 de setembro de 2021

PENSAMENTO ABERTO E LIVRE

Nos últimos tempos por motivos vários e muito em especial atendendo ao respeito que todos merecem enquanto seres humanos, não manifestei alguns pensamentos abertos e livres, porque a pandemia e as preocupações de cada um eram maiores de que tudo o resto que nos distrai. Estamos no inicio de época, após muito atipica, na qual e com total mérito o Sporting foi um digno campeão. Muitos fatores contribuiram e nos próximos meses não me inibirei de tecer as minhas considerações. Valorizo em muito a competência do treinador, Ruben Amorim. Afirmo categoricamente que o Rúben Amorim pode ter uma carreira ao nivel de um José Mourinho! Mas, neste início de época há sinais que merecem a atenção. O campeão, Sporting, tem um plantel de novo curto e com poucas soluções na frente. Foi uma aposta de Rúben Amorim, no Paulinho na frente, mas algo se passa de complicado. Nota-se falta de confiança nos colegas em dar bolas jogáveis para o jogador e este na ânsia de queres demonstrar rendimento, face ao valor da aquisição do seu passer, anda a procurar espaços que não são o seu. Falta-lhe alegria e envolvimento com os colegas. Esperemos, de que não estajamos perante algum número de segregação como acontece por vezes nos plantéis. Mas, o alerta maior vai para o envolvimento maior nos bastidores, comenta-se em surdina que em Janeiro o Benfica tem que estar com vantagem suficiente para garantir o título, porque todos sabemos que os finais de época de Jorge Jesus são por vezes desatrosos. Que é estranho certas interpretações das Leis do Jogo, é isso é.

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

O BANDIDISMO ANDA À SOLTA NO DIRIGISMO DESPORTIVO

http://plataforma-egov.com/cronicas/o-bandidismo-anda-a-solta-no-dirigismo-desportivo/ Num ano, em que a solidariedade humana e a compreensão entre os cidadãos deveriam prevalecer, seja qual for a sua origem clubística, bastou haver uma abertura no confinamento, para termos conflitos antigos e latentes ressurgirem no tempo errado e sem razão. Entendemos que o país tem os dirigentes desportivos que a sociedade merece. Existem poucos com capacidade aglutinadora e capazes de liderar uma mudança, não só na sua própria bandeira mas acima de tudo na cultura desportiva de forma genérica. Mas, os governantes de conveniência têm muita responsabilidade porque recorrem ao desporto quando dá jeito e votos e relegam para as catacumbas quando por algum motivo têm que apoiar o deporto para salvar instituições ou acima de tudo profissionais da atividade desportiva no seu todo. Os dirigentes do futebol, entretém-se aos insultos, mesmo num começo de época em que há falta de emoção na competição desportiva e há um risco pela sobrevivência de inúmeras instituições desportivas. Não concebemos que a cobardia dos dirigentes num período destes procurem reacender litígios que não tem coragem “face to face”, e recorrem aos meios da comunicação social, ávidos de noticias sanguinárias para os adeptos. Temos consciência que a justiça portuguesa tarda a dignificar o seu símbolo equilibrado. Esteve mal no passado porque não condenou tudo que foi real no famoso “apito dourado” e com as respetivas sanções desportivas, de mesmo modo, não condenam nos tempos atuais a promiscuidade mais escondidas para rezar missas que influenciaram resultados desportivos. Mas, num período pandémico não pensávamos constatar a injustiça do país que é condenar um ato de vandalismo a instalações desportivas como ocorreram em Alcochete, como dizíamos, condenar de forma grave e comparativamente desagravar a morte de um adepto de futebol, só porque o infrator daquela morte tem uma cor clubística maioritária. São decisões desta natureza que conseguimos constatar que há bandidos no desporto e em especial no futebol e precisamos de uma nova ordem social, também nesta atividade. Não somos eternos para estarmos vivos e daqui a cinquenta anos se descobrir os poderes obscuros dos bastidores, por isto sim, alguns dirigentes ainda estagiários na função deveriam erguer a sua voz para denunciar. Talvez, não possam porque enquanto cidadãos e em especial na sua carreira profissional também têm algo esconder. Tenhamos esperança que a na era pós-covid devido às fragilidades associativas, todos sejamos chamados a banir do desporto e em especial do futebol bandidos que proliferam na arte desportiva.

quinta-feira, 28 de maio de 2020

CITANDO CÂNDIDO FERREIRA

Todos somos Sporting! Mais um título tão mais “populista”, sobretudo se usado por um adepto confesso de outro clube. A verdade é que, por inexplicável razão, uns dizem que por bom e outros por mau gosto, em minha casa até os gatos – Taliscas, Mantorras e Rafas - são do Benfica. E mesmo alargando muito a família, até parece feitiço. Só há um primo que não bate a bola como nós. Mas esse foi afastado do nosso convívio por “mudar de clube” conforme as suas conveniências. Certamente se sentaria à nossa mesa, como igual, se fosse coerente nas suas opções clubísticas e também cívicas. Vem este “preparo” à custa de mais um incidente judicial ocorrido nos últimos dias, ao caso mesmo junto ao centro da “princesa” Cascais, muito próximo do local onde nesse momento placidamente jantava o Presidente da República. Assalto violento, e à mão armada, a um estabelecimento comercial, que muito provavelmente até foi detetado pelos agentes da Segurança do primeiro responsável pelo funcionamento das nossas Instituições. Crime aparatoso e muito bem documentado, gerador de alarme social e que foi da inteira responsabilidade de uma “tribo” de jovens, aparentemente sem conotações racistas. Há milhares de anos que os Estados se formaram por razões de segurança, uma preocupação muito anterior à educação e saúde. Depois de tantos e tão recentes incêndios em automóveis e ataques nunca vistos a escolas públicas, repartições, hospitais, quartéis de bombeiros e até esquadras de polícia, por parte de grupos organizados, este deplorável episódio é mais uma clara demonstração de como o Estado Português se demitiu de cumprir a primeira das suas obrigações. Insisto, a obrigação de defender a vida das pessoas e a segurança dos seus bens. Neste crime, na aparência motivado apenas pela “adrenalina da delinquência” e pela inconsciência da impunidade, acabaria em “águas de bacalhau”, por ora encerrado com a aplicação de medidas preventivas mínimas de coação, previstas na lei. E só três cidadãos, entre as dezenas de envolvidos, foram incomodados. Uma decisão judicial controversa, e consequente ação policial ineficaz, tremendamente mais leve do que aquela que foi aplicada aos membros da claque do Sporting, em situação análoga. Estes, afinal, adeptos do futebol acusados de terrorismo e que até teriam “atenuantes”: uma paixão clubística exacerbada pelas frustrações, velhos diferendos entre partes, uma situação que despoletou inesperadamente em asneira e, sobretudo, um crime em que ninguém resistiu e nenhum agente da autoridade saiu ferido. Com o título “Todos somos Sporting!”, que lição pretendo retirar? Que os delinquentes do Sporting merecem o perdão dos seus crimes? Nada disso! Simplesmente que se há moralidade, “come” tudo pela mesma colher, que a Justiça não pode olhar a credos religiosos, etnias, clubes desportivos ou classe social. Tenho a certeza que 99% dos portugueses, sobretudo os adeptos do Sporting que só têm razões para se sentirem ainda mais enxovalhados, partilham desta minha opinião. Fica, contudo, em todos nós portugueses, uma amarga dúvida que urge esclarecer: Como acreditar na autoridade do Estado, e no normal funcionamento da Justiça e das nossas Instituições, quando até o Supremo Magistrado da Nação, sem ninguém ter tirado as devidas consequências, se viu envolvido em tão mediático incidente? Vai mais uma “selfie”?