segunda-feira, 8 de dezembro de 2025
PENSAMENTOS ABERTOS E LIVRES - 6
Caro(a) Companheiro(a),
Recordo com nitidez os anos de 1984 e início de 1985, quando foram dados os primeiros passos daquele que viria a tornar-se o Grupo de Solidariedade Sportinguista Leões de Portugal. Tinha, então, pouco mais de 22 anos e integrava um conjunto de sportinguistas amplamente reconhecidos no universo leonino.
Ao longo das décadas, realizámos diversas reuniões com os sucessivos Presidentes — de Moisés Ayash a João Palrão, passando por António Arouca. Foi sob a presidência deste último que concluímos a transição para Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), com o decisivo apoio do então Presidente do Sporting Clube de Portugal, José Roquette. É, por isso, com profundo orgulho que ostento o número 7 como associado dos Leões de Portugal.
Hoje, num momento que exige renovação geracional, modernização de processos e maior compromisso social, apresento a minha candidatura à Presidência da Direção da IPSS Leões de Portugal. Faço-o com sentido de responsabilidade, espírito de serviço e a firme intenção de honrar o caminho construído, projetando a instituição para o futuro com ética, transparência e proximidade aos nossos utentes.
Esta candidatura nasceu de um diálogo franco com o atual Presidente da Mesa da Assembleia Geral, que manifestou disponibilidade para continuar no cargo e formar a sua equipa. Foi igualmente reforçada numa conversa com a atual Presidente da Direção, Dra. Helena Dias Ferreira, que transmitiu o seu apoio às linhas orientadoras do projeto.
A proposta que apresento assenta num modelo de liderança participativa, envolvendo de forma ativa todos os membros dos órgãos sociais — independentemente do respetivo cargo — e todos os associados que desejem contribuir para o desenvolvimento da nossa missão. Privilegiaremos também o diálogo institucional e colaborativo com o Sporting Clube de Portugal, com os seus Núcleos e com os demais Grupos Leoninos. A força da nossa IPSS reside na união de gerações e na cooperação de todo o universo leonino.
É, assim, com honra que apresento a Lista candidata aos Órgãos Sociais para o mandato 2026–2030, constituída por companheiros profundamente identificados com os valores e missão da instituição:
MESA DA ASSEMBLEIA GERAL
• Carlos Alberto Ribeiro Pinto de Abreu
• Francisco Leitão da Silva Verdelho
• Iara Alexandre de Santos Rodrigues
DIREÇÃO
• Zeferino Augusto Lourenço Boal
• Carlos André de Almeida Dias Ferreira
• Henrique Manuel Loureiro Salgado
• Gil Neves Vilela
• José Manuel Pais Ramos Correia
• Mário Pedro da Silva Maximino Moura
• Maria Ilidia Gil Alvarez
• Maria de Fátima Loureiro de Carmo Lourenço
CONSELHO FISCAL
• Roberto Alexandre Silva de Carvalho
• Gonçalo Raposo Cruz (em representação da BDO & Associados – SROC)
• José Manuel Afonso Pinto Coelho
• Frederico Amaral Nobre
• Artur dos Santos Madeira
• Eduardo Luís Tiago de Beça Sanches da Gama
CONSELHO SOCIAL
• António Correia Arouca Antunes
• António Fernando Menezes Rodrigues
• António João Ferreira Pinto Basto
• Aureliano Oliveira das Neves
• Diogo Silva Gomes
• Hugo Miguel Abrantes Soares
• Isabel Maria Rodrigues da Silva Alves
• José Carlos Correia Estorninho
• Maria Helena Sil de Almeida Dias Ferreira
• Maria Isabel Amaral Mateus Nobre
• Olinda Elisa Rodrigues de Araújo Castro Ivars
• Paulino José Coelho
• Rui Gonçalves Ascensão
• Tito Luís Arantes Sampaio Fontes
Esta equipa reúne experiência, diversidade, competência e sentido de missão, estando plenamente preparada para reforçar e valorizar o trabalho social desenvolvido pelos Leões de Portugal.
A nossa candidatura assenta nos seguintes eixos estratégicos:
• Sustentabilidade Financeira – Diversificar fontes de receita e otimizar recursos, assegurando autonomia e solidez.
• Bem-estar dos Utentes – Melhorar a qualidade, eficácia e abrangência dos serviços prestados.
• Transparência e Boa Governação – Reforçar a confiança através de processos claros, rigorosos e participados.
• Valorização do Apoio Educativo – Manter e reforçar o programa de bolsas de estudo, promovendo a educação e o futuro dos jovens.
• Intercâmbio Intergeracional – Envolver todas as gerações, assegurando vitalidade associativa e preservação do legado leonino.
Contamos com o vosso apoio para consolidar o presente e projetar um futuro mais forte, solidário e inclusivo para os Leões de Portugal.
Estamos inteiramente disponíveis para quaisquer esclarecimentos. Em breve, apresentaremos a estrutura funcional da equipa e o plano de ação detalhado para o mandato, em alinhamento com o plano de atividades e orçamento aprovados em Assembleia Geral.
Com estima e consideração,
Saudações Leoninas,
Zeferino Boal
domingo, 7 de dezembro de 2025
segunda-feira, 1 de dezembro de 2025
PENSAMENTOS ABERTOS E LIVRES - 5
Rúben Amorim
• Chegou ao Sporting a 4 de março de 2020.
• Trazia já um estatuto ascendente como treinador — tinha passado por Braga B e SC Braga, com bons resultados.
• Tinha como estilo preferido um sistema ofensivo e um processo de “identidade de jogo” que prometia transformar o clube.
Rui Borges
• Assumiu o comando do Sporting em dezembro de 2024, depois de uma curta passagem de outro treinador.
• Vinha de passagens por clubes modestos e com menos pressão (ex: Moreirense, Vitória SC).
• Herdou um plantel construído em grande parte no mandato de Amorim. Isto influencia a comparabilidade — o contexto é diferente.
Resultados iniciais e impacto — o que dizem os 50 jogos
➤ Amorim — início no Sporting
• Na sua estreia (8 março 2020), venceu por 2–0 frente ao Desportivo das Aves.
• Mesmo na reta final daquela temporada (2019/20), conseguiu resultados razoáveis: várias vitórias e empates antes das derrotas frente a rivais grandes, garantindo a qualificação para Liga Europa.
• A médio prazo, Amorim consolidou um processo: no espaço de quatro anos alcançou 150 vitórias em 216 jogos ao serviço do Sporting.
• Construiu um estilo e identidade claros — defensiva organizada, transições ofensivas e aproveitamento da formação/jogadores jovens — algo que transformou o clube num candidato sólido ao título.
• Ou seja: o arranque de Amorim combinou estabilidade nos resultados com uma reestruturação institucional e tática do clube — algo que perdurou e foi base para conquistas.
➤ Rui Borges — início no Sporting
• Nos primeiros jogos, conseguiu um arranque competitivo: segundo levantamento, nos primeiros 15 jogos, somou 35 pontos — mais do que Amorim nesse mesmo recorte, que tinha 33.
• A equipa sob Borges mostrou solidez defensiva: o treinador chegou a afirmar ser “a equipa que menos situações de golo consente” aos adversários na liga. Há dados estatísticos a sustentar esse aspeto defensivo.
• Nos jogos europeus, Borges já igualou um dos melhores registos de Amorim na fase de grupos da Champions-League com o Sporting — três vitórias em cinco jogos.
• Porém, há críticas ao estilo: por vezes, a equipa é descrita como “bipolar” — com oscilações, e tendência a recuar no terreno quando em vantagem, algo que o próprio treinador admitiu (citando uma expressão usada por Amorim).
➡️ Em resumo: Rui Borges conseguiu manter competitividade, defensivamente a equipa parece mais sólida e organizada — apesar de ser cedo para juízos definitivos.
✅ Forças e desafios — o que funcionou e o que está por provar
Treinador Pontos fortes no início Limitações / desafios iniciais
Rúben Amorim Transformou o Sporting de forma estrutural, com implementação de identidade de jogo, estabilidade e resultados consistentes a médio prazo. No arranque, herdou limitações do passado recente — exigia tempo para consolidar ideias, e a competitividade dependia da adaptação dos jogadores.
Rui Borges Bom arranque em termos de pontos; equipa defensivamente sólida; resultados positivos na Champions; aproveitou plantel já competitivo. Ainda há incerteza sobre sustentabilidade a longo prazo, o estilo às vezes parece conservador — risco de perder ofensividade ou depender demasiado da solidez defensiva.
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