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terça-feira, 22 de outubro de 2019

HISTÓRIA 1

Há muitos anos que me habituei a conviver com opiniões diversas no Sporting fazendo intervenções livres em locais adequados.

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

TRIBUNA LEONINA 19SET30

http://tribuna-leonina.com/?cronicas=o-diabo-leonino O DIABO LEONINO Na vida política portuguesa nos últimos anos ouvimos dizer que vinha aí o diabo e iria surgir uma nova crise. Este espaço não visa considerações políticas, mas não temos dúvidas em recordar que há um ano os associados do Sporting foram avisados dos perigos para a escolha do “lobo mau”, infelizmente, o atual momento do clube não nos surpreende. Seria politicamente correto afirmar que o mandato deve ser cumprido até ao fim, no entanto a salvação do Sporting, é uma emergência, e é fácil constatar o que há afirmamos, porque não se passa da “caserna para comandante de unidade”, tal só ocorre quando há uma revolução. Não houve uma revolução, mas uma transição forçada e consensualmente generalizada. A resolução dos problemas financeiros não se compadece com experimentalismos de estagiários, exigem-se conhecimentos e personalidade nas negociações de alto nível, se tal inversão não ocorrer caminhamos drasticamente para o controlo de um único investidor, o que seguramente não é a vontade dos associados. Do nosso ponto de vista, não consideramos inconveniente a abertura da maioria do capital da SAD, mas não aceitamos que o controlo seja entregue a uma única mão. Depois do “diabo” ter chegado ao clube só um santo milagreiro pode contribuir para inverter o ciclo destrutivo e efetuar a verdadeira limpeza em Alvalade por parte de forças ocultas que impedem o sucesso desportivo no futebol. Deixemos de justificar o presente com os fatos do nosso passado histórico e eclético, porque o Mundo está em constante transformação e também é célere de na destruição das instituições, algo que não se aceita que possa acontecer ao Sporting. Há que definir uma estratégia para que a solução diretiva seja encontrada até ao final do ano, ter em conta que somos daqueles que temos consciência que esta época está perdida e a desmotivação reina, não nos revemos na imagem do “louco diabólico”. O esforço deve ser feito para controlar danos e os resultados desportivos sejam obtidos de modo a não tornar a próxima época completamente neutralizada. Se houvesse um pouco de dignidade por parte do atual Conselho Diretivo, recusava dar continuidade neste caminho do precipício. Nesta real acusação, não podemos inocentar o associado Torres Pereira, porque o mesmo tudo fez para omitir a verdadeira situação do Sporting Clube de Portugal, provando que só na play station é que o clube estava bem.

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

TRIBUNA LEONINA - 19SET11

http://tribuna-leonina.com/?cronicas=e-agora-frederico E AGORA FREDERICO ? Há um ano ocorreram eleições no Sporting; as emoções eleitorais venceram em detrimento da racionalidade eleitoral. A democracia e as campanhas têm estas consequências. Seguiram-se momentos de dúvidas, de incertezas, de angústias e intervalados com vitórias desportivas ao longo destes meses. Não temos dúvidas em afirmar que foram tempos de experimentalismo nas opções assumidas. A galvanização da liderança nunca ocorreu nestes meses e muito menos ocorreram sinas de sabedoria desportiva para a unidade do universo leonino, apesar de algumas vitórias. No âmbito financeiro sabemos de antemão que as necessidades eram (são) superiores à mensagem emitida por parte dos principais. A maioria dos sportinguistas foi paciente com época desportiva transata, devido às atenuantes dos momentos ocorridos antes das eleições. No entanto, a partir do momento que se faz uma alteração unilateral na escolha de um novo técnico, e assume-se a escolha para o mandato, não há tolerância para nova alteração tendo em conta o plantel constituído. Não nos esqueçamos das mensagens dos ditos “cartilheiros” liderados pela agência de comunicação oficial que foram “mentindo” aos associados. Sejamos, frontais, um Governo do país pode ser demitido em qualquer momento; também estão reunidos os pressupostos para que o atual Conselho Diretivo não prossiga o seu mandato. Lembremos, que os seus principais responsáveis afirmaram que o Sporting não precisava de investidores e em 2019/20 ia ser campeão. Recordemos que o atual presidente disse que nunca expulsaria ninguém de associado! Apesar disso, sabemos que o seu silêncio foi “ruidoso” e taticamente escondeu-se atrás das decisões do Conselho Fiscal e Disciplinar, porque assim pode sempre invocar que por ele nunca teriam ocorrido expulsões. Para quem invoca e recorrentemente afirma ter experiência no futebol e depois negoceia de forma ruinosa, escondendo dados aos acionistas bem como aos associados, perde credibilidade. Assumimos que o perigo da derrocada em 2019 é maior do que 2018, porque o caminho para abismo apressa-se a ocorrer e a massa associativa está anestesiada. Da nossa parte, não nos iremos remeter ao silêncio e estaremos mais acutilantes.

segunda-feira, 22 de julho de 2019

ENTREVISTA DE ROGÉRIO JÓIA AO RECORD

Não é muito normal fazê-lo, mas entendemos prestar a devida a homenagem ao Dr.Rogério Jóia pelo trabalho prestado à frente da Autoridade contra o doping, publicando uma entrevista que concedeu. Trata-se de uma entrevista de uma enorme gravidade e se houvesse coragem e vergonha dos visados solicitavam de imediato a abertura de uma investigação a começar pelas responsabilidades do atual Primeiro-Ministro, indo ao Ministro da Educação sem deixar de fora o inábil Secretário de Estado da Juventude e Desporto e passando pelo Comité Olímpico; desportivamente há denominadores comuns para além da questão do lobby é predominância do vermelho.

terça-feira, 2 de julho de 2019

TRIBUNA LEONINA 19JUL01

113 ANOS DO SPORTING Aqueles que amam o Sporting na maioria dos momentos, soltamos emoções a abordar questões que se prendem com a nossa paixão. Há muitos anos, que nos habituamos a analisar também com muito racionalismo tudo que se prende com o universo leonino. Vivemos num Mundo onde o valor monetário tem um papel preponderante para o sucesso da maioria das instituições por muita História de sucesso que possuam, como é o caso do Sporting Clube de Portugal ao serviço do desporto e da sociedade no geral. No passado sempre tivemos líderes de referência e acima de tudo com experiência e sensatez na área desportiva. Após João Rocha as divisões dentro do clube agudizaram-se. Vivemos por dentro o sucesso de Jorge Gonçalves e seu declínio, no seio dos próprios que o tinham levado à presidência, no entanto, a maioria que apoiou o então Presidente com a eleição de Sousa Cintra, mantiveram-se calmos e tranquilos e em inúmeros dos casos apoiaram os corpos diretivos e por isso, houve a intoxicação de sucesso na alteração de paradigma com o denominado projeto Roquette; o qual sempre criticamos por se tratar uma via muito economicista e financeira e com parco pensamento desportivo. Nem os títulos nacionais galvanizaram a unidade no seio do clube e do universo porque faltou sempre um pilar e para uma instituição desta natureza que é a capacidade de liderança. Os anos foram agravando clivagens entre supostas elites da sociedade, onde hoje se constata viviam em muitos castelos de barro, e o universo assim foi caminhando renegando a todo um passado histórico do século passado. As palavras de Visconde de Alvalade adaptaram-se a todas as circunstâncias e o exemplo de Francisco Stromp foi abusivamente evocado por muitos. Nos últimos anos tivemos liderança, podendo discordar dos métodos utilizados, nunca fomos defensores da metodologia seguida. Mas, ao invés do período “gonçalvista” os que patrocinaram os dois últimos presidentes ao poder, destruíram-nos e conduziram outro à cadeira de Presidente e não se afastaram, apesar de serem tão responsáveis como os líderes. Já para não falar no “Pilatos” que assume mais uma vez o lugar de figura número um do clube, nunca é nada com ele, os problemas são dos outros. A História encarregar-se-á de julgar esta figura sinistra dos bastidores leoninas há mais de uma década. No dia de aniversário estamos deveras preocupados com o futuro do nosso clube porque todos os pilares de uma grande instituição não existem: falta liderança, não há capacidade financeira, a estratégia desportiva é errante, o conhecimento e experiência de vida na sociedade é fraco, a cumplicidade com os mandatos anteriores é enorme, a dependência financeira como modo de vida individual é enorme, grassa a mediocridade e falta de hombridade e acima de tudo a divisão entre a massa associativa é um verdadeiro pesadelo. Soluções existem? O futuro a Deus pertence.

terça-feira, 25 de junho de 2019

SEM MAIS JORNAL 19JUN15

O SISTEMA CULTURAL DO FUTEBOL EM PORTUGAL A vitória da seleção portuguesa na Liga das Nações serve os intentos de alguns protagonistas do sistema do “futebolês”, nomeadamente ao Governo e em particular ao Secretário de Estado da Juventude e Desporto, porque o país do futebol fica “anestesiado” com a vitória. Para aqueles que estudam e gostam da atividade económica (não é uma indústria) que é o futebol não devemos calar e permitir esta anestesia coletiva. Antes porém, há que desmitificar, porque, razão o futebol não é uma indústria. Nas atividades industriais utilizam-se matérias-primas para dar a origem a produtos diversificados. No futebol e noutras modalidades desportivas de espetáculo há uma atividade económica de prestações serviços em diversas áreas. Voltemos às nossas preocupações culturais do futebol. Nos próximos dias há a eleição na Liga de Futebol com uma lista única, sem uma alternativa, é um claro sinal da podridão reinante. Significa que os poderes instalados estão satisfeitos na repartição dos favores e do tráfego de influências, face à contestação que foi surgindo nos últimos meses. Vejamos alguns resultados apontados no relatório da Liga e referente à época terminada em 2018. O endividamento dos clubes e sociedades anónimas desportivas aumentou de forma significativa em comparação com as receitas que as mesmas se viram ressarcidas. Os conflitos entre os agentes desportivos / económicos do futebol cresceram em números de casos, porque todos olham para seu feudo e não vislumbram a nação do futebol no geral. Os comentadores como agentes de circo proliferam para captar as audiências televisivas que permitam aumentar as receitas de publicidade dos meios de comunicação social; percebam aqueles comentadores algo de futebol ou não. Ao invés as receitas de publicidade para investir na atividade desportiva não têm indicadores de crescimento comparativamente com as receitas de publicidade nos espaços televisivos com programas desportivos. Ou seja, este modelo de gestão (generalizando) típica da cultural portuguesa em que olha-se só para os interesses individuais e não para o todo da atividade económica / desportiva, como dizíamos, a prazo vai fazer recair que as receitas (impostos) venham a ser cobradas aos mesmos do costume: aos associados, aos adeptos e aos espetadores que pagarão valores “astronómicos” nos bilhetes e outros serviços, face à realidade do país e aos rendimentos médios da população em geral. A tudo isto e por exemplo à violência desportiva o Governo que deveria regular (no mínimo) e intervir cirurgicamente finge que nada acontece. No entanto o Secretário de Estado do Desporto fica preocupado porque um jovem talentoso da seleção ouve umas “bocas” no estágio da seleção. Não se ouviu até à presente data uma palavra do próprio governante a exigir o cumprimento da Lei na oficialização de claques. Caminhamos em Portugal para aumentar as assimetrias face à média da europa como ocorre na economia em geral com este tipo de gestão e de governação à boleia dos ventos. Da nossa parte não são os sucessos da seleção de futebol que nos adormecem perante os inúmeros problemas desportivos que ainda há por resolver e noutras situações para melhorar. O futebol é uma atividade económica onde equilíbrio entre a emoção e a razão é exercício permanente do ser humano.

quinta-feira, 6 de junho de 2019

PENSAMENTO LIVRE - VIVÊNCIAS 19JUN06

https://vivenciaspressnews.com/juventude-angolana-2/ O DESPORTO NO ESPAÇO DE LÍNGUA PORTUGUESA Assumimos que a igualdade de cidadania nos países de expressão em língua portuguesa não é de todo equilibrada, não nos referimos à questão socioeconómica, porque nesse aspeto continuará sempre a existir ricos e pobres, apesar de ser possível trabalharmos para a diminuição das assimetrias que existem. Por norma olhamos para o desporto pela natureza competitiva esquecendo que antes daquele patamar, há de igual modo a atividade física e de lazer, daí derivam os melhores para a competição de diferentes níveis. O desporto também é um instrumento de paz, mas não deixa de ser um espetro dos problemas sociais sejam eles no campo do racismo ou do esclavagismo dos menos instruídos e com menores conhecimentos, que tornando-se profissionais e com qualidade são subordinados a padrões de vida difícil em muitos casos. Não vamos analisar a falta de humanismo em certas áreas do desporto profissional, queremos, chamar a atenção, para um acontecimento recente. A contratação de um treinador de grande categoria português para um clube de futebol no Brasil tem provocado comentários dos mais díspares e xenófobos por uma parte daquele grande país e potência no mundo futebol. No entanto, para Portugal já vieram bons técnicos brasileiros e os comentários não tiveram esse impato. Estamos perante uma atitude de superioridade por parte de alguns que não aceitam a livre circulação de profissionais da atividade com liberdade de escolha e que também pode acontecer no sentido inverso ao normal. Mas, analisemos outras situações. Aceita-se de forma fácil que um jovem com origens africanas e que possua boa qualidade venha a representar a seleção portuguesa em qualquer modalidade em especial no futebol, mas quando surge um brasileiro nessas condições os comentários tornam-se exagerados. Também ocorre com alguma dificuldade que atletas com origens africanas e com uma qualidade que não lhes permita aceder por exemplo à seleção de Portugal, não são facilmente aceites para integrar o país africano donde possuem raízes. Poderíamos dar inúmeros exemplos da hipocrisia no humanismo desportivo, e não se trata de questões racistas, mas sim do comportamento do ser humano. Somos claros defensores, da livre circulação de pessoas no espaço em língua portuguesa e em todas as áreas há muito fazer e sensibilizar, para que na prática se concretize o que diz somos uma comunidade de afetos e de povos iguais uns aos outros. Também no desporto a cooperação entre os países de língua portuguesa tem e deve ser aprofundada e não basta organizar os denominados “Jogos da CPLP, porque a mensagem daqueles jogos não chega devidamente ao povo em geral. Zeferino Boal Zef007@ymail.com